terça-feira, 27 de dezembro de 2011

PROPOSTA CRIA CONTROLE DE PRODUÇÂO E CONSUMO DE AGROTÓXICOS

Editora Globo
Tramita em caráter conclusivo na Câmara, um projeto que cria o controle da produção e do consumo de agrotóxicos por meio de vigilância eletrônica e sanitária. Pela proposta (Projeto de Lei 1950/11), de autoria do deputado Amauri Teixeira (PT-BA), a ação será realizada por meio de um sistema de identificação dos produtos, prestadores de serviços e usuários, com o emprego de tecnologias de captura, armazenamento e transmissão eletrônica de dados. O sistema abarcará ainda os demais tipos de movimentação previstos pelos controles sanitários, que notificará de forma compulsória qualquer contaminação por agrotóxicos. 

A proposta determina que  a vigilância sanitária implante o sistema de controle no prazo de três anos. O órgão deverá estabelecer listas informando quais são os agrotóxicos de venda livre; de venda sob controle de uso e retenção da prescrição; e de venda sob estrita responsabilidade do técnico agrícola responsável, sem retenção de prescrição de uso.

O projeto torna ainda obrigatória a revisão da autorização para uso e produção de agrotóxicos a cada cinco anos. “A iniciativa legislativa prevê dotar para o manuseio de agrotóxicos procedimento semelhante aos medicamentos controlados”, explica o deputado Amauri Teixeira.
O projeto será examinado pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e Constituição e Justiça e de Cidadania

UNIÃO ENTRE TECNOLOGÍA E BARRAGENS TORNA SUSTENTÁVEL Á IRRIGAÇÂO


Ernesto de Souza
Maróstica produz o máximo com o mínimo de águas nos 50 mil hectares irrigados de Cristalina
É muito bom fazer chover”, garante o entusiasmado Audacir Minetto, gaúcho da cidade de Caiçara, com os olhos fixos na lavoura de trigo irrigada, no Cerrado de Goiás. Foi na mesma Cristalina, onde hoje se debruça sobre o cultivo de 346 hectares, que ele viu um pivô rodando pela primeira vez, no final de 1998. “Juro que me emocionei.” Nos idos da década de 1980, Minetto desembarcou no município com os três irmãos, dentre eles Luiz Walmor, do qual é sócio até hoje. Levaram um punhado de conhecimento técnico e uma vontade imensa de trabalhar naquele lugar promissor. Hoje, entre os plantios de batata, feijão, cebola e trigo, o agricultor mantém cinco pivôs – mas quer chegar a oito, com 550 hectares sob a água. O feijão é o carro-chefe, mas o trigo é a menina dos olhos. “No Sul, uma média normal de produtividade é de até 2 mil quilos por hectare. Nós vamos fechar aqui com 6 mil quilos e de qualidade superior”, compara. 

Tanto potencial poderia ter ficado pelo caminho não fosse o reforço em tecnologia que Minetto buscou. Há pouco mais de oito anos, ele usava o bico da botina para cavoucar a terra e descobrir o nível de umidade do solo, na tentativa de saber o momento ideal para acionar os pivôs. Até que conheceu uma estação meteorológica criada pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) que, instalada na propriedade, ajuda a determinar a quantidade de água que a planta necessita. Assim, quando inicia um plantio, o agricultor já entra no site do sistema e cadastra a área, o pivô, a cultura, o sistema de plantio, o espaçamento entre linhas e o número de plantas, para então receber recomendações diretamente dos técnicos da universidade, com base na análise de itens como temperatura, umidade do ar e velocidade do vento. “Agora, sei exatamente quanto e quando irrigar”, afirma. 

A economia de água veio na esteira. No caso do feijão, costuma-se gastar em torno de 450 milímetros para conduzir uma safra. Com o auxílio da estação, Minetto conseguiu reduzir para 300 milímetros. “Isso nos dá uma economia de 33,3% com água, que, em um pivô de 100 hectares, pode gerar uma redução de gastos de quase R$ 10 mil”, avalia. O uso racional da água reduz ainda a incidência de doenças nas lavouras, a exemplo do mofo branco, que destrói a planta do feijão – já que a umidade excessiva ajuda na propagação do mal.

Ernesto de Souza
Trigo irrigado em Goiás: a produtividade alcança 6 mil quilos por hectare
Minetto é símbolo de uma geração de agricultores que, vindos do Sul do país, em sua maioria, fincaram raízes em Cristalina e resolveram se transformar em guardiães da água. O estalo para essa questão veio no susto, é verdade. Com a elevada oferta (a precipitação anual é de 1,6 mil milímetros) e a grande demanda por esse recurso na agricultura da cidade, os produtores triscaram o papel de perdulários, mas o destino pregou-lhes uma peça. No princípio da década de 1990, alguns rios da região começaram a secar, caso do Pamplona. Muitos tiveram de estancar a captação de água no momento em que as lavouras ainda estavam em desenvolvimento – e ainda foram autuados por órgãos ambientais pela atitude destrambelhada. Assustados, os agricultores decidiram custear um estudo hidrológico. As pesquisas mostraram que, com a construção de barragens para reter a água das chuvas, seria possível manter a sustentabilidade da irrigação. O esquema é simples: pequenas represas passaram a ser erguidas à beira dos rios (são mais de 250 na região) e feitas com saída de fundo (o chamado “desanerador”, que é a passagem que permite ao curso d’água continuar correndo e abastecendo a vizinhança). O que sobra na barragem é apenas o excesso da chuva, que antes correria em direção ao mar. Assim, o mesmo rio que secou com três ou quatro pivôs, hoje, chega a ter 30 e abundância hídrica. “Com a mudança na captação, conseguimos multiplicar em até três vezes a área irrigada na última década”, afirma Alécio Maróstica, superintendente de irrigação de Goiás. 

Atualmente, existem em torno de 600 pivôs centrais em Cristalina, o que torna o município o maior parque de irrigação com esses equipamentos na América Latina. Por ideia de Maróstica, há seis anos, todas as propriedades de Cristalina foram georreferenciadas e criou-se um mapa, que atestou a existência de 132 irrigantes, com 32 mil hectares irrigados. À época, o Produto Interno Bruto (PIB) do município era de R$ 565 milhões, o maior do segmento agropecuário em Goiás. Hoje, esse montante já ultrapassa R$ 1 bilhão (sendo que os atuais 50 mil hectares irrigados produzem um PIB equivalente aos 300 mil hectares de sequeiro que a cidade possui). Calcula-se que o custo para irrigar um hectare seja de R$ 6 mil a R$ 7 mil, já com a instalação da barragem e do pivô

O custo é alto, mas o retorno é garantido: há 34 culturas em campo e o município é o maior produtor de batata, alho, cebola, trigo irrigado, milho doce e tomate do Brasil. Essa diversificação só foi possível graças ao acesso à água; já o clima é muito definido: chove durante seis meses e nos seis meses restantes a seca dá o tom. A Fazendas Figueiredofoi uma das pioneiras na irrigação (o que permitiu manter a produção ao longo do ano inteiro) e também uma das primeiras a atentar para o uso racional da água. E veio do cafezal a grande sacada: diferentemente do modelo convencional, que molha a área toda, a fazenda começou a utilizar o sistema de lepas, uma adaptação que aproxima o aspersor da planta e faz uma espécie de “chuveiro” sobre cada pé. “Temos uma economia de água de 20% a 30% com esse método, que irriga de maneira localizada e poupa das poças as ruas entre as linhas de plantio. Economizamos até em utilização de maquinário, já que a infestação de ervas daninhas acaba reduzida sem o despejo de água em áreas não desejadas”, afirma Marcone de Castro Cardoso, engenheiro agrônomo da propriedade. Dos 750 hectares com café que o grupo mantém na região, 500 hectares – o equivalente a 3 milhões de pés – estão sob as lepas. E por que não o gotejamento, que em tese seria ainda mais econômico no uso de água? “Esse sistema não funciona bem em nossa realidade. A planta fica de 60 a 70 dias sem água após a colheita, então, para retirá-la do estresse hídrico e encher a caixa do solo para sincronizar a florada, tendo assim uma colheita mais uniforme, é preciso uma carga maior”, explica Cardoso.

Ernesto de Souza
Na avaliação de Maróstica, também não convém irrigar produtos como alho, cebola ou batata nem por gotejamento nem por microaspersão. “São culturas que têm pouco espaçamento, então, não compensa a irrigação direcionada”, diz. Por isso é que, nesses casos, o ideal é maximizar a produtividade e minimizar a demanda hídrica por lavoura. “Estamos em busca de saber a quantidade mínima de água para colher o máximo de alimento por hectare”, afirma o superintendente. 

A preocupação com o desempenho por cultura motivou a Goiás Verde a criar um núcleo de pesquisa. A empresa detém 5 mil hectares irrigados, com base em 40 barragens, e, por estar localizada em uma região bem diferente de onde é testada grande parte das tecnologias de irrigação, sentiu a necessidade de fazer um ajuste fino. “Nosso objetivo não é fazer pesquisa científica, mas de validação, para sermos mais eficientes não apenas no uso da água, mas também dos insumos, porque esses fatores não atuam de maneira isolada”, afirma Carmo Spies, gerente agrícola da Goiás Verde. Os testes estão sendo conduzidos em algodão, feijão, soja, trigo, milho comercial e doce, ervilha, batata, beterraba, cenoura, tomate e crotalária, em uma área de 45 hectares (metade de um pivô), e podem durar dois anos. 

Estima-se que Cristalina atinja 150 mil hectares irrigados em até 20 anos, uma expansão que pode vir também pelas mãos de produtores de menor porte. “Hoje, conseguir uma outorga é um calvário. Não dá para fazer exigências tão grandes que o pequeno não possa cumprir, mas temos de organizá-lo para que ele seja responsável por esse uso”, afirma Maróstica. O governo federal está dando um impulso importante, ao manifestar interesse em construir as barragens – até então custeadas pelos próprios produtores. A primeira será levantada em Campo Alegre, município vizinho a Cristalina, com recursos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). “O governo está atento porque sabe que a cada vez que os agricultores irrigam e produzem mais que em sequeiro deixam de desmatar”, afirma o superintendente. O Sindicato Rural de Cristalina também quer criar uma associação de irrigantes estadual, que faria vigilância sobre as barragens e serviria como um fórum para discutir outras questões ligadas à atividade – a exemplo da possível cobrança pelo uso da água, que pode ter início no ano que vem. Hoje, o estado já fala em transferir para o comitê de bacia a outorga da quantidade de água que cada um tem. “O cálculo de um hidrólogo indicará quanto a propriedade produz de água e esse será o limite de utilização do recurso pelo agricultor”, diz Maróstica. 

De acordo com Jorge Antonini, pesquisador da Embrapa Cerrados, os dispêndios com irrigação representam de 15% a 25% do custo total de produção, em média. “Mas, infelizmente, a maioria dos agricultores do país só se preocupa com os gastos quando a margem fica pequena e, hoje, a produção irrigada tem boa rentabilidade”, afirma. Para ele, o produtor é consciente de que existem formas de manejo racionais de água, entretanto, muitos ainda não se submetem à instalação de equipamentos adequados, a exemplo de sondas e tensiômetros, que permitem avaliar a demanda de evapotranspiração e a quantidade de água retida no solo. “Não é uma questão financeira, mas cultural, porque tudo isso é relativamente barato e fácil de fazer”, conclui Antonini. Que Cristalina, a promissora capital da irrigação no Brasil, possa servir de inspiração

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

FERRUGEM ASIÁTICA OU FERRUGENS DA SOJA (PHAKOPSORA SP.)

A ferrugem da soja é causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, foi relatada pela primeira vez em 1902 no Japão. No Brasil, foi relatada pela primeira vez em 1947, em Minas Gerais, ficando, no entanto, restrita a pequenas áreas. 
A ferrugem da soja é causada por duas espécies de fungo do gênero Phakopsora: a Phakopsora meibomiae (Arth.) Arth., causadora da ferrugem "americana", que ocorre naturalmente em diversas leguminosas desde Porto Rico, no Caribe, ao sul do Estado do Paraná (Ponta Grossa) e a Phakopsora pachyrhizi Sydow & P. Sydow, causadora da ferrugem "asiática", presente na maioria dos países que cultivam a soja e, a partir da safra 2000/01, também no Brasil e no Paraguai. A distinção das duas espécies é feita através da morfologia de teliósporos e da análise do DNA.
A ferrugem da soja é causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, foi relatada pela primeira vez em 1902 no Japão. No Brasil, foi relatada pela primeira vez em 1947, em Minas Gerais, ficando, no entanto, restrita a pequenas áreas. Em 1998, foi relatada no Zimbábue onde tornou-se epidêmica, causando perdas de 60 % a 80 % na produção de soja. No ano de 2001, foi observada no Paraguai e em Mato Grosso. Presentemente a doença se encontra em diversos estados brasileiros, inclusive no Rio Grande do Sul.
Sintomatologia da doença
Os principais sintomas da ferrugem da soja são observados nas folhas. Normalmente, a doença se inicia pelas folhas localizadas nas partes baixas da planta. Os primeiros sintomas são caracterizados por minúsculos pontos escuros (no máximo 1mm de diâmetro), no tecido sadio da folha, com coloração esverdeada à cinza-esverdeada, observados mais facilmente contra um fundo claro, como o céu, por exemplo. Na face inferior das folhas podem ser observadas saliências que correspondem a estruturas de frutificação do fungo (urédias).
São essas saliências que diferenciam a ferrugem das outras doenças sendo sua observação facilitada com auxílio de uma lupa com capacidade de aumentar de 10 a 20 vezes.
A presença de água na superfície da folha é um fator essencial para o início do processo de infecção pelo fungo. É necessário pelo menos um mínimo de seis horas de molhamento foliar, sendo ideal para o fungo, molhamento acima de 10 horas. Esse "molhamento foliar" pode ser ocasionado tanto pelo orvalho como pela chuva. Regiões mais altas, com temperaturas noturnas mais amenas (20º C), apresentam um maior número de horas de orvalho, favorecendo o processo de infecção. A ocorrência de chuvas bem distribuídas também favorece a infecção. 
Monitoramento regional
O monitoramento semanal da lavoura é importante para que se identifique logo no início a ocorrência da ferrugem. Produtores e técnicos devem estar atentos às informações de sua região. Se a ferrugem for identificada em alguma propriedade da região, o ideal é fazer a aplicação antes que o fungo se espalhe pelo vento. Não há uma fase específica para que a doença se manifeste na planta.
Com o desenvolvimento, a lesão de coloração acinzentada torna-se marrom e são delimitada pelas nervuras. As lesões são mais numerosas na face inferior da folha.
Em ataques severos, as lesões podem ser encontradas nas vagens, nas hastes e nos pecíolos. As pústulas de ferrugem são mais visíveis na face inferior da folha que exuda uma massa de esporos (uredósporos), formados em uma urédia. A coloração das pústulas é variável e depende da idade da interação entre o genótipo e a raça do patógeno.
Hospedeiros
O fungo Phakopsora pachyrizi é um parasita obrigatório. A perpetuação do fungo depende de hospedeiros alternativos existentes em grande quantidade na natureza, cerca de 95 espécies em 42 gêneros da família Fabaceae são relatados. 
Condições favoráveis
A ocorrência da ferrugem está diretamente associada às condições climáticas. Temperaturas médias menores que 28º C e molhamento foliar de mais de 10 horas favorecem a infecção da planta. É por isso que nas regiões mais quentes é mais difícil aparecer a doença, ou quando aparece, não desenvolve de forma explosiva. As regiões com altitude superior a 700 metros são mais favoráveis à ocorrência da doença devido as temperaturas noturnas mais amenas associadas a um maior número de horas de orvalho. Regiões mais baixas, porém com chuvas bem distribuídas, também são favoráveis para um desenvolvimento mais rápido da doença.
Perdas
Com o aparecimento das lesões, o desfolhamento da planta é rápido resultando em redução do número de vagens, do número de grãos, e do peso dos grão. Na África do Sul, perdas relatadas variam de 10 % a 80 %. Em algumas áreas, houveram perdas de 100 %. No Brasil, por tratar-se de uma doença nova, faltam estudos sobre o impacto da ferrugem no rendimento da soja. Entretanto, a julgar por relatos de perdas em outras regiões onde a doença vem ocorrendo de forma epidêmica é de se imaginar que a ferrugem poderá ter um impacto significante no cultivo da soja no Brasil.
Controle
A única forma de controle é a aplicação de fungicida, mas é preciso saber reconhecer o momento certo de aplicar. Estudos da Embrapa Soja mostram que os fungicidas protegem, em média, por cerca de 25 dias. Se aplicar no momento errado, o agricultor pode ter que fazer várias aplicações, o que aumenta sensivelmente os custos de produção. Por outro lado, se o produtor não estiver monitorando a lavoura, só vai perceber os sintomas quando for tarde demais, comprometendo assim a eficiência dos produtos.
Técnica ajuda a identificar a ferrugem da soja
Uma técnica simples pode facilitar a vida dos produtores e técnicos que estão monitorando a evolução da ferrugem a campo. Segundo o pesquisador José Tadashi Yorinori, utilizando um saco plástico é possível facilitar a visualização das estruturas de frutificação (urédias e urediniosporos) do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem. Veja como é fácil:
•Colete as folhas com suspeita de ferrugem, coloque-as em um saco plástico, sopre um pouco de ar e amarre a boca, fazendo um pequeno balão (câmara úmida). Procure coletar folhas dos terços médio e inferior das plantas;
•Deixar o saco fechado em local fresco, à temperatura ambiente, durante 12 a 24 horas; durante esse período de incubação, o fungo irá produzir os urediniosporos que ficarão acumulados na superfície das urédias (estruturas salientes), tornando-se mais visíveis;
•Após o período de incubação, retire as folhas do saco plástico e, observando a folha contra um fundo claro (exemplo: contra o céu claro), procure por minúsculos pontos (menos de 0,5mm de diâmetro) de coloração escura a cinza-esverdeada, na parte inferior da folha com o auxílio de uma lupa de 10x a 20x de aumento, ou até a olho-nu. Essas estruturas de frutificação (em relevo na superfície da folha) são as únicas características que permitem diferenciar a ferrugem das outras doenças foliares e lesões de fitotoxidez de herbicidas;
•Para facilitar a visualização das urédias com a lupa ou microscópio, fazer com que a luz incida com a máxima inclinação sobre a face abaxial (inferior) da folha, de modo a formar sombra de um dos lados das urédias. Esse procedimento permite a observação das urédias, a campo, mesmo sem o auxílio da lupa de bolso.
OBS. A ferrugem da soja pode ser facilmente confundida com as doenças mancha parda (Septoria glycines), crestamento bacteriano (Pseudomonas savastanoi pv. glycinea) e danos por herbicidas pós-emergentes. Em todos os casos, as folhas afetadas amarelam, secam e caem prematuramente, dificultando a distinção. No caso da ferrugem, a presença das urédias e urediniosporos permite diferenciá-la das demais doenças. Portanto, até que se tenha suficiente experiência na identificação da ferrugem, é fundamental o uso da lupa de 10 x a 20x de aumento para assegurar a identificação.

Fonte : Agron
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