segunda-feira, 23 de abril de 2012

BRASIL VÊ EXPORTAÇÃO RECORDE DE ALGODÃO EM 2012



SÃO PAULO (Reuters) - As exportações brasileiras de algodão devem ser recordes em 2011/12 e superar a marca de 1 milhão de toneladas, ou mais da metade da produção prevista para o período, uma vez que o setor está redirecionando a oferta para o mercado externo diante da demanda doméstica mais fraca, aponta a associação que reúne produtores.

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) estima que o volume embarcado no atual ano-safra poderá atingir 1,3 milhão de toneladas, contra 850 mil toneladas do ciclo anterior.

A safra brasileira de algodão é estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 2 milhões de toneladas, ante 1,95 milhão de toneladas do ciclo anterior.

A Abrapa estima que a indústria nacional deverá consumir cerca de 850 mil toneladas estável ante o ciclo anterior, mas inferior à média anual histórica de cerca de 900 mil toneladas.

O setor conta ainda com cerca de 250 mil toneladas em estoques de passagem, que estão nas mãos de produtores, volume disponível para comercialização que deve ser usado para atender ao mercado externo, de acordo a Abrapa.

O presidente da Abrapa, Sérgio De Marco, afirma que a exportação é uma necessidade do setor, uma vez que a demanda da indústria brasileira está mais fraca neste ano por conta da forte concorrência com os produtos sintéticos importados, sobretudo da China.

A expansão das vendas externas se dá com a inclusão de mais destinos para o produto brasileiro, especialmente na Ásia, ressalta De Marco. Ele destaca o mercado chinês. "Há dois anos o país não importava mais do que 2-3 mil toneladas, agora já chega a 120 mil toneladas", disse.

De Marco ressalta que este crescimento vem depois de várias viagens da Abrapa à China, mas também reflete a boa qualidade do algodão produzido no Brasil.

Segundo ele, tradicionalmente, a China é grande importadora de pluma da Índia, mas uma ameaça indiana de restringir exportações para garantir oferta à indústria doméstica levou os chineses a buscar novos fornecedores.

"A ameaça da Índia, que balançou o mercado, e a safra ruim da China fizeram o país olhar para o algodão do Brasil", explicou De Marco.

A Índia proibiu as exportações de algodão no início de março, impulsionando os preços globais. Mesmo assim, o país exportou o recorde de 11,5 milhões de fardos neste ano, acima da estimativa de 8,4 milhões de fardos da indústria, usando os estoques remanescentes da última safra.


Fonte: Agrolink

SOJA: O BRILHO DO GRÃO DE MIL E UMA UTILIDADES



Qual a primeira coisa que você pensa quando ouve a palavra “soja”?

Grandes lavouras, economia brasileira e leite de soja são as respostas mais ouvidas de quem não tem contato com sua cadeia produtiva. Há quem se aventure mais e diga China ou estiagem. Mesmo assim, os pensamentos giram em torno de agricultura e alimento.

Muito além do molho shoyo, o grão dourado é usado em diversos segmentos distintos. Segmentos esses que muitas pessoas têm contato e nem imaginam. Alimentação humana, nutrição animal, biodiesel e cosméticos são alguns dos papéis mais comuns deste pequeno ator.

Na alimentação humana, seu uso mais conhecido, a soja é de grande importância. Segundo a nutricionista da Emater/RS-Ascar, Leila Guizzoni, este alimento é fonte de proteínas, ferro, vitamina B, fibras e isoflavona, composto orgânico semelhante ao hormônio estrogênico. Entre seus benefícios estão a diminuição do colesterol ruim, prevenção de doenças cardiovasculares, osteoporose e arteriosclerose, diminuição do risco de câncer, ajuda no funcionamento intestinal e ainda age contra os sintomas da menopausa nas mulheres.

Com seus 40% de proteínas, 20% de lipídios, 5% de minerais e 34% de carboidrato, os alimentos a base de soja substituem refeições de pessoas com restrições alimentares, como alergia a laticínios, ou opcionais, como vegetarianismo. Em forma de leite, sucos, carnes ou mesmo bolos, o resultado é nutritivo e saboroso. “Este é o alimento com maior teor de proteína entre os vegetais. Por isso, a soja é sim um ótimo substituto da carne, por exemplo”, explica José Marcos Gontijo Mandarino, pesquisador da Embrapa Soja.

Entretanto, Leila lembra que somente a soja não compõe um alimento completo. “Uma alimentação saudável deve ser equilibrada e diversificada. O ideal é buscar mais de uma fonte nutritiva”, comenta.

Não apenas para o homem, a soja também faz parte da alimentação de animais. Usado como complemento nutricional principalmente de bovinos, suínos e aves, ele pode ser encontrado na forma de grão in natura, na composição de rações industriais ou em farelo.

Para o engenheiro agrônomo e assistente técnico regional de bovinos de leite da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, Flávio Fagonde, o recomendado aos criadores é usar o grão in natura mergulhado durante algumas horas em água. “Isso faz com que o grão inchado fique mais assimilado ao rumem dos animais e, assim, é digerido completamente”, explica.

Como nada é de graça, ao passo que se acrescenta soja na receita alimentar, também aumenta a despesa financeira. Com os preços altos conseqüentes da estiagem na América do Sul, o produtor fica atento na hora de comprar. Mas Fagonde tranqüiliza, diz que quando o produtor armazena a própria soja, ele sabe a quantidade que precisa guardar, e por isso ela sai muito barata na alimentação dos animais. “Já quando o produtor vende a soja e compra farelo, ele está na verdade encarecendo o processo de produção”, esclarece.

Do meio alimentar ao meio energético, a soja segue com seu papel principal em mais um palco: o de biocombustíveis. Segundo Cesar de Castro, pesquisador da Embrapa Soja, cerca de 85% das 2,5 toneladas do biodiesel produzido no Brasil é à base de soja. “Ela é a principal matéria-prima. É a única planta no Brasil que consegue sustentar a produção nacional de biodiesel”, comenta.

O passo a passo do processo é breve: após o esmagamento e extração do óleo, ele é misturado com um catalisador (no caso, é usado um álcool) e, após um processo químico, é adquirido glicerina e biodiesel. O primeiro, vai para fabricação de sabonetes e outros sabões, enquanto o segundo é usado na mistura com o diesel. Castro ressalta que, assim como hoje, por muito tempo a soja será o principal ingrediente deste tipo de combustível.

Alimento e saúde para o homem, nutrição para o animal, biodiesel para os motores. Esses três usos são os mais conhecidos, mesmo que nem sempre lembrados. Há quem pense que a soja só sirva para eles. Mas ela vai muito além.

Tintas gráficas, revestimentos, plásticos, lubrificantes e, veja só, cosméticos. Itens que fazem parte do dia a dia e não são lembrados, ou mesmo conhecidos, como produtos derivados da soja.

Entre os cosméticos, novamente a ação das isoflavonas. Presente em hidratantes, protetores solares e anti-rugas de diversas marcas pelo mundo, elas estão diariamente em contato direto com a pele de muitas mulheres. “As isoflavonas possuem propriedades capazes de diminuir o efeito que as alterações biológicas da mulher provocam na pele, atuando diretamente nas estruturas da derme, e proporcionando reequilíbrio e restauração à pele”, explica o gerente de fórmula, rosto e fotoproteção da Natura, Andre Arruda Costa.

A empresa começou a usar proteína de soja em produtos de maquiagem, como a Base Firmadora. Hoje, ela faz parte da fórmula dos produtos da linha Chronos, anti-sinais destinado a mulheres de todas idades. “Lançado em 2008, o Politensor de Soja sempre foi um sucesso para a marca. É uma linha com forte aceitação no mercado”, completa Costa.

Com uma produção de aproximadamente 263,7 milhões de toneladas na última safra mundial, o pequeno dourado passa por diversos processos desde seu plantio até o produto final. Pesquisas ainda são desenvolvidas para descobrir novos usos e aprimorar os que já são conhecidos. Um grão pequeno, mas que une e move a vida das pessoas.

E agora, qual a primeira coisa que você pensa quando ouve a palavra “soja”?
Fonte: Riber Sementes

MILHO:BRASIL TERÁ ÁREA E PRODUÇÃO RECORDES NA SAFRINHA 2012


O Brasil deve cultivar 6,767 milhões de hectares de milho segunda safra, também conhecida por safrinha, conforme a nova estimativa divulgada hoje pela consultoria Safras & Mercado. Essa área supera os 5,987 milhões de hectares indicados em março.
De acordo com o analista sênior de Safras & Mercado, Paulo Molinari, a safrinha 2012 confirma uma área recorde, superando em 26,5% os 5,351 milhões de hectares cultivados na segunda safra 2011.
 
O grande destaque em termos de área fica com o Mato Grosso do Sul, que irá cultivar 1,211 milhão de hectares, com uma expansão de 56,6% frente aos 773,450 mil hectares cultivados no ano passado. "Estados tradicionais no cultivo de milho safrinha, como o Mato Grosso e o Paraná, aparecem, respectivamente, com um incremento de área menor, de 32,8% e 16,3%", comenta.
 
Produção de milho safrinha pode superar 30,6 milhões de toneladas
 
 Molinari afirma que a produção da safrinha pode chegar a 30,626 milhões de toneladas, volume nunca anteriormente alcançado, que está acima das 27,509 milhões de toneladas indicadas em março. "Esse volume, se confirmado, irá superar em mais de 34% as 22,837 milhões de toneladas de milho colhidas na safrinha 2011", analisa.
 
O Mato Grosso deve liderar a produção na segunda safra brasileira de milho 2012, com colheita estimada de 10,360 milhões de toneladas. "Esse volume esperado supera em mais de três milhões de toneladas o obtido na safrinha do ano passado", destaca. Para o Paraná, Molinari estima uma produção de 9,681 milhões de toneladas, ante as 7,160 milhões de toneladas colhidas no ano passado. Já o Mato Grosso do Sul deve colher 5,449 milhões de toneladas de milho.
 
A produtividade média estimada para a safrinha 2012 de milho é de 4.525 quilos por hectare, superior à registrada no ano passado, de 4.267 quilos por hectare. "A maior produtividade média da safrinha 2012 está prevista para o Paraná, de 5.354 quilos por hectare. O Oeste do estado deve colher 5.700 quilos por hectare de milho, liderando o rendimento médio a ser registrado em todo o Centro-Sul do Brasil", sinaliza Molinari.

Fonte: Riber Sementes

PÉSSIMAS CONDIÇÕES DAS ESTRADAS ATRASAM COLHEITA DA SOJA NO MA.


A colheita da soja na Serra do Penitente, em Tasso Fragoso, extremo sul doMaranhão, está com pelo menos um mês de atraso.
A região concentra as maiores plantações de soja do cerrado maranhense, mas a precariedade das estradas está impedindo o transporte dos grãos.
Uma estada vicinal, cheia de poeira e buracos, é o único caminho entre as fazendas que ficam no alto da serra e a MA-140, onde ficam os armazéns. Por lá, devem passar este ano 500 mil toneladas, 1/3 da produção maranhense de soja.
Os caminhões demoram em média quatro, cinco horas em um trecho de 100 quilômetros entre as fazendas e o asfalto. Muitos não conseguem terminar a viagem e ficam tombados à beira da estrada.
O gasto com transporte representa 35% dos custos de produção na Serra do Penitente e o agricultor depende da solidariedade dos vizinhos na hora de negociar a produção.
Para diminuir as perdas nas lavouras, os fazendeiros tiveram que fazer um rateio para recuperar a estrada.
Quem plantou soja às margens da BR- 324 também teve que tirar dinheiro do bolso para recuperar uma rodovia federal.
No trecho entre Balsas e Ribeiro Gonçalves, no Piauí, a rodovia nunca foi asfaltada e o motorista precisa pisar fundo no freio para descer as ladeiras.
Caminhões carregados com soja ainda têm que passar em pontes de madeira.
A região sul do Maranhão está produzindo este ano 1,7 milhão de toneladas de soja, 9% a mais que no ano passado. Noventa por cento da produção é destinada à exportação.
A falta de estradas deixa o produtor em desvantagem na hora de vender a safra no mercado internacional. “Essa falta de asfalto encarece muito a produção. A gente ajuda a conservar, mas na época da chuva e do fluxo enorme de caminhões, ela fica toda esburacada e o preço do frete sobe imensamente”, reclama Cyro Ribas Taques, agricultor.
A superintendência do Dnit no Maranhão informa que ainda não há data prevista para as obras na BR-324.

Fonte: G1.com

LÍDER DO GOVERNO DIZ QUE VOTA CÓDIGO FLORESTAL MESMO SEM ACORDO


O líder do governo, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) (Foto: Agência Câmara)
O líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), afirmou nesta segunda-feira (23) que o governo não tentará adiar a votação do projeto que modifica o Código Florestal, previsto para esta terça (24), mesmo que não consiga construir um acordo em torno do texto. O governo não concorda com o parecer do relator, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), que fez concessões aos ruralistas.
“Nós não vamos pedir para não votar. Vamos trabalhar para discutir o conteúdo e vamos defender uma posição. A posição é que seja aprovado na Câmara o que foi aprovado no Senado”, afirmou Chinaglia.
Paulo Piau retirou do texto aprovado no Senado percentuais mínimos de recuperação das Áreas de Preservação Permanente (APPs) desmatadas nas margens de rios localizados dentro de propriedades rurais. A versão aprovada no Senado estabelecia que, para cursos d'água com até 10 metros de largura, os produtores deveriam recompor 15 metros de vegetação nativa. Para os rios com leitos superiores a 10 metros, a faixa de mata ciliar a ser recomposta deveria ter entre 30 e 100 metros de largura.
O texto finalizado por Piau diz que a recomposição dependerá de novo projeto de lei ou medida provisória, e incluiria a participação dos estados. A definição seria feita em até dois anos, dentro do Programa de Regularização Ambiental (PRA). As regras gerais deste programa seriam estabelecidas pelo governo federal em até 180 dias após a aprovação da lei, mas as condições específicas ficariam a cargo dos estados.
Para tentar construir um acordo que permita a votação do texto do Senado ou a aprovação de emendas que modifiquem o relatório de Piau, Chinaglia disse que fará reuniões com lideranças partidárias até a noite desta terça.
“Vou procurar fazer reunião com os líderes da base. Seguramente o presidente Marco Maia vai chamar uma reunião do colégio de líderes. Amanhã teremos uma ideia mais clara da correlação de forças em relação ao relatório do Código Florestal.”
Na última sexta (20), o líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto, também criticou o relatório de Piau. "É um retrocesso. Tinha um acordo dos partidos da própria base de votar o projeto que veio do Senado. Ele [Piau] não considerou isso. Na verdade ele voltou. O relatório dele não tem a recuperação de áreas degradadas. É inaceitável. O PT não vai votar este relatório de jeito nenhum, é inadmissível. Nós vamos cumprir o que foi acordado, que é projeto que veio do Senado”, afirmou Tatto.
O presidente da Câmara, Marco Maia, afirmou na semana passada que o projeto será votado nesta terça, "com ou sem acordo". “Vamos tentar construir um acordo até o dia 24. Não havendo acordo, vai a voto. O plenário é soberano para decidir sobre essas matérias”, afirmou.
CPI mista
Chinaglia disse ainda que a CPI mista criada para investigar a relação do bicheiro Carlinhos Cachoeira com políticos e empresários pode atrasar a votação de projetos no Congresso. “Eu já sei pela experiência que vamos ter que trabalhar mais do que o habitual, mais do que quando não tem CPI. É inevitável, porque quando você tem CPI ela drena energia dos parlamentares e da imprensa”, disse.

Carlinhos Cachoeira foi preso em fevereiro pela Polícia Federal sob a suspeita de comandar uma quadrilha de jogo ilegal. Escutas telefônicas gravadas pela PF mostram o envolvimento de empresários, governadores e parlamentares com o bicheiro. A CPI para investigar essas relações deve ser instalada nesta terça (24), com a leitura dos 32 membros titulares e 32 suplentes escolhidos pelos partidos para integrar a comissão.
Para Chinaglia, os parlamentares terão que se esforçar “mais” do que o habitual para não deixar que o funcionamento da CPI atrapalhe votações de projetos importantes, como o que estabelece um novo sistema de partilha dos royalties do pré-sal.
"Vamos trabalhar mais ainda para não deixar de votar matérias importantes”, afirmou. Segundo o líder do governo, a votação do projeto do pré-sal também deve demorar a ocorrer porque falta acordo.
“Pode ser que a gente não consiga votar no prazo que nós gostaríamos, mas não só por causa da CPI, mas também porque tem tamanha importância para os estados que requer tempo para se aprofundar. Pode até se constituir maioria mais está longe de produzir um acordo.”
O projeto que altera o sistema de parliha dos royalties está sendo analisado por uma comissão da Câmara formada por 12 deputados. O grupo tenta construir um texto de consenso entre parlamentares de estados produtores e não-produtores.

Fonte: G1.com

quarta-feira, 11 de abril de 2012

PROGRAMAÇÃO DA TECNOSHOW COMIGO QUINTA FEIRA 12/04/2012


 
12/04/2012 - Quinta-Feira    AUDITÓRIO 01
14 horasTendências do Mercado de Fertilizantes no Brasil/Mundo - Alexandre Mendonça de Barros
12/04/2012 - Quinta-Feira    AUDITÓRIO 02
09 horasNovas Tecnologias Aplicadas a Reprodução em Pecuária Leiteira - Fernando Vilela Vieira - ABS PECPLAN
11 horasPerspectivas do Mercado do Boi Gordo - Alcides Torres - COMIGO
14 horasManejo de Percevejos na Cultura da Soja - Novos desafios - Edson Hirose - COMIGO/EMBRAPA
16 horasAnálises Agropecuárias - Qualidade x Custo - Marny Alexandre Hoff Brait - LABORATÓRIO EXATA



12/04/2012 - Quinta-Feira     CASA DA EMBRAPA
09 horas e 30 minutosSitema de Produção de Sorgo Sacarino - Dr. Marco Aurélio Noce (Embrapa Milho e Sorgo)
11 horasBactérias fixadoras de nitrogênio e promotoras do crescimento de plantas em gramineas e leguminosas - Dra. Mariangela Hungria (Embrapa Soja)
14 horasPerspectivas para a produção de amendoim em Goiás - Dra. Tais Moraes Falleiro Suassuna (Embrapa Algodão)
16 horasNovas tecnologias em fertilizantes para sistemas de produção de grãos sob plantio direto - Dr. Vinícius Benites (Embrapa Solos)


12/04/2012 - Quinta-Feira    DINÂMICA DA PECUÁRIA
09 horasManejo de ordenha - Veterinários da Comigo - GEA FARM TECHNOLOGLES
10 horas e 30 minutosCasqueamento Preventivo em bovinos - Médico Veterinário Mauro Rezende e Célio M. de Melo
14 horasPrimeiros Socorros em Equinos - Médico Veterinário Leonardo Feitosa - CHAMPION
15 horas e 30 minutosCuidados básicos e Comportamento de raças de cães - Médica Veterinária Andréa Cruvinel


12/04/2012 - Quinta-Feira     DINÂMICA DE MÁQUINAS
16 horasDinâmica de Pequenas máquinas e equipamentos
16 horasDinâmica de Desensiladeiras
16 horasDinâmica de Ensiladeiras de Cana-de-açúcar
16 horasDinâmica de Ensiladeiras de Milho
16 horasDinâmica de Ensiladeiras de Capim em área total




Fonte: Tecnochow Comigo

terça-feira, 10 de abril de 2012

MANEJO DE MOFO BRANCO NA CULTURA DE SOJA



Rio Verde (GO) - O mofo branco, causado pelo fungo Sclerotinia sclerotiorum, é uma das principais causas da queda de produtividade no plantio de soja. A estimativa de área afetada na safra brasileira de 2010/2011 foi de 2,66 milhões de hectares. Apenas na região Centro-Oeste, de 10.817,5 Mha cultivados, 1.500 Mha foram infectados pela doença. A estimativa da safra de 2011/2012 é ainda maior: 3,85 Mha, sendo 1,7 Mha apenas em Goiás.

O fungo ataca o caule da soja, impedindo a passagem da seiva e em pouco tempo a planta seca. A sua infecção acontece pelas flores da soja, desenvolvendo e produzindo escleródios, pequenos pontinhos pretos que ficam no solo. Após a germinação dos escleródios, aparecem os apotécios, uma espécie de órgãos reprodutores, que liberam ascósporos no ambiente, infectando flores e reiniciando o ciclo.

Dentro deste panorama, a TECNOSHOW COMIGO 2012 recebeu nesta tarde, dia 10, Maurício Meyer, representante da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Soja. Meyer discorreu sobre formas eficientes para diminuir o risco de infecção pelo mofo branco nas culturas de soja. 

Uma das medidas mais simples e eficientes é cobrir a lavoura com palhada, especialmente a de Brachiaria ruzizieensis. A palhada forma uma espécie de filtro no solo, que impede a liberação de ascósporos no ar. Sementes sadias, tratadas com fungicidas, também diminuem a probabilidade da disseminação da doença. A própria arquitetura da soja pode ajudar na proliferação do fungo. Quando a planta faz o acamamento, a calda de fungicida não penetra e o ambiente entre as plantas fica fechado, aumentando o risco. Limpeza do maquinário antes de transportá-lo de uma área infestada é também primordial.

Além destas medidas, a rotação e sucessão de culturas não hospedeiras são essenciais para quebrar o ciclo do fungo. É claro que esse processo deve ser feito paralelamente ao controle químico e biológico adequado. Como coloca Meyer, "a rotação e sucessão de culturas feita da maneira correta interromperia a maioria dos problemas existentes hoje na agricultura, não só o caso do fungo branco".







Fonte: Tecnoshow Comigo
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