terça-feira, 3 de janeiro de 2012

MS VAI ADOTAR MEDIDAS PREVENTIVAS CONTRA FOCO DE AFTOSA DETECTADO NO PARAGUAI

O governador André Puccinelli disse na manhã desta terça-feira (3) que o Estado de Mato Grosso do Sul deverá tomar medidas preventivas contra o foco de aftosa anunciado pelo governo Paraguaio. As ações que já haviam sido colocadas em prática anteriormente devem permanecer. 

Apesar do foco de aftosa no Paraguai estar distante da fronteira e mesmo considerando as medidas sanitárias adotadas pelo país vizinho, Mato Grosso do Sul deve fazer sua parte no que diz respeito ao controle do trânsito de animais, explicou o governador, lembrando que o apoio do Exército, e da Polícia Federal atuando ao lado das forças da Segurança Pública estadual reforça os cuidados que já estão sendo tomados.“Mesmo que seja um novo foco temos que cuidar, a impressão que temos é a questão seja endêmica [que pertence exclusivamente ao Paraguai]. É hora de nos unirmos às autoridades paraguaias e o Mato Grosso do Sul está à disposição através de nossos técnicos veterinários, auxiliando-os no controle desta aftosa, para que a mesma seja erradicada do mundo, assim como foi feito com a poliomielite nos seres humanos”, destacou Puccinelli.

O governador lembrou as ações que serão desenvolvidas no Estado. “Serão adotadas vigilância nas fronteiras, cuidados de sanidade e higienização dos veículos para que o foco não adentre nosso território. Já estamos em contato com o Ministério da Agricultura e Pecuária, especificamente com o ministro, para manter o quantitativo do exército em auxílio ao nosso pessoal no cuidado das fronteiras”, enfatizou o governador. 

Para combater a entrada de gado contaminado e reforçar a fiscalização no Estado, a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) conta com 14 bases fixas e sete móveis, que podem ser aumentadas conforme demanda, segundo a secretária de Estado Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo (Seprotur), Tereza Cristina Corrêa da Costa. As barreiras são compostas de funcionários da Iagro (Agência de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) e policiais militares.

De acordo com a secretária Tereza Cristina o Ministério da Agricultura e Pecuária já foi consultado, antes da confirmação do foco, para acordar as providências a serem tomadas pelo Estado. “Vamos reativar ações que já vinham sendo desenvolvidas e solicitar auxílio da vigilância sanitária animal. O problema é o mesmo, ocorrido na mesma região. Agora precisamos nos preocupar também com as ações que o Paraguai vai desenvolver. Pedimos que os dirigentes daquele País tenha transparência nas ações que serão desenvolvidas’, explicou a secretária. 

Tereza Cristina viaja ainda hoje para se reunir com o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro para solicitar que as bases tenham reforços do Exército no combate a aftosa e para impedir a entrada de gado infectado vindo do país vizinho.



Fonte : SBA1

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA DIVULGA MEDIDAS PARA EVITAR AFTOSA


O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) anunciou as ações imediatas que serão adotadas para evitar a introdução do vírus da febre aftosa no país em função do novo foco da doença notificado pelo Paraguai nesta terça-feira, 3 de janeiro. O vírus foi identificado em bovinos numa propriedade na localidade de Aguaray Amistad, no Departamento de San Pedro, a cerca de 30 quilômetros do foco notificado em setembro de 2011.
Em razão da nova ocorrência, o MAPA adotou as seguintes medidas:
• Suspensão temporária das importações de carnes de bovinos oriundos do Departamento de San Pedro;
• Retomada da desinfecção dos veículos procedentes do Paraguai;
 • Os Ministros da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e da Defesa acordaram retomar o apoio das Forças Armadas, para dar suporte às ações de defesa sanitária animal na região de fronteira do Mato Grosso do Sul com o Paraguai;
• Foram suspensos todos os eventos agropecuários no Estado do Mato Grosso do Sul, na fronteira com o Paraguai;
• A Sala de Situação para alerta sanitário foi reativada com os Estados de Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul;
• Em conjunto com os órgãos de saúde animal dos Estados de Mato Grosso do Sul e Paraná, reforço nas ações rotineiras de vigilância e de educação sanitária na fronteira, com a identificação e fiscalização a cada 30 dias de propriedades sentinelas (de maior risco de vulnerabilidade), bem como inspeção das propriedades a elas vinculadas (que receberam animais dessas propriedades sentinelas);
• Envio, na próxima semana, de missão técnica àquele país, para verificar os controles de origem dos animais abatidos e as condições de processamento das carnes exportadas ao Brasil;
• O Estado de Mato Grosso do Sul está contratando mais 35 médicos veterinários para trabalharem especificamente na região de fronteira;
• Para o Estado do Paraná, foi solicitado o reforço no georreferenciamento das propriedades da fronteira e a manutenção da vigilância



Fonte : SBA1

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

BOI GORDO TERMINA 2011 COM QUEDA PARA JAN/12

 O mercado futuro do boi gordo finalizou os trabalhos de hoje com perdas entre 0,26% e 0,68% na BM&F Bovespa. O contrato dez/11 caiu 0,26% e encerrou os trabalhos cotado a R$ 101,10 por arroba. Enquanto isso a posição jan/12, terminou o pregão negociada a R$ 98,80 a arroba, registrando queda de 0,31%. Já o vencimento fev/12 fechou o dia valendo R$ 97,99 a arroba, com recuo de 0,42%. Em doze meses o número de contratos negociados no mercado futuro do boi gordo caiu 44,66%, passando de 1.339 contratos no dia 29 de dezembro do ano passado para 741 posições negociadas nesta quinta feira.



Fonte : SBA1

AGRICULTURA IRRIGADA PROMOVE SUSTENTABILIDADE

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) apoia o uso da agricultura irrigada. Além de gerar renda ao produtor, o uso racional da água destinada à irrigação ajuda na preservação do meio ambiente, o que torna a técnica sustentável e rentável. Por meio de políticas de fomento à técnica, já conhecida por agricultores, e linhas de crédito específicas, como o Programa de Incentivo à Irrigação e à Armazenagem (Moderinfra), o ministério incentiva o uso da irrigação nas pequenas, médias e grandes propriedades agrícolas.

Na atual safra, o Moderinfra está ofertando ao produtor R$ 1 bilhão em recursos para adesão ao programa. O financiamento com juros anuais de 6,75% permite pagamento em até 12 anos. Com o fomento do governo federal ao uso da agricultura irrigada, o produtor pode se preparar melhor para enfrentar os fenômenos climáticos que vêm afetando o setor agropecuário, não apenas no semi-árido, mas em outras regiões do país, onde a irrigação é necessária. Como complemento à prática, também deve ser incluída a drenagem agrícola nos projetos de irrigação, devido à importância no controle do excesso de água e na redução do processo de salinização das terras sob irrigação.

Outra importante contribuição do Ministério da Agricultura, que trata diretamente da utilização racional dos recursos hídricos, diz respeito ao zoneamento agroclimático, além de estudos voltados para o melhor aproveitamento das águas das chuvas. O trabalho, realizado em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), informa aos produtores rurais sobre a adequação de cultivares melhoradas, características de solo e clima em áreas de produção. 

Prática

Produtores rurais de Cristalina, no sudeste de Goiás, estão investindo no aproveitamento de recursos hídricos para aumentar a produtividade, com a preservação do meio ambiente. Hoje, o município dispõe de 45 mil ha de lavouras irrigadas. O uso de água de forma sustentável pelos agricultores locais é considerado exemplo no Brasil e na América Latina.

“Queremos conscientizar os produtores da região sobre o uso da água das chuvas em barragens”, diz o produtor rural Luiz Figueiredo. O agricultor pertence ao grupo que está mudando o perfil do município goiano, a partir da irrigação. A terra úmida e fértil da região favorece o cultivo de produtos como café, feijão, milho, batata, cebola, alho, tomate, trigo, soja, cevada, abóbora, ervilha e algodão. Hoje, o município produz 2,7 milhões de toneladas de alimentos por ano.

O produtor Verni Wehrmann também investiu nos sistemas de irrigação dos 2,3 mil ha da propriedade, localizada no interior de Goiás, para a produção de alho, batata, cenoura e cebola. Com mais de dois mil empregados na fazenda, ele ressalta que o sistema de irrigação permite melhor controle de pragas e doenças, resultando no menor uso de agrotóxicos e em maior qualidade nos alimentos. “Os produtores daqui têm a consciência de que a sustentabilidade também vem da irrigação. Armazenamos água na época das chuvas e usamos para irrigação nos períodos de seca”, ensina


Fonte : SBA1

OCEPAR VÊ PERDAS NA SOJA E NO MILHO NO PARANÁ



Segundo a Ocepar (Organização das Cooperativas do Paraná), o estado - maior produtor de milho do Brasil e segundo no ranking de produção da soja do país - já registra perdas no potencial produtivo das lavouras em função da seca. As regiões oeste, norte, noroeste e uma parte do sudoeste são as áreas mais afetadas com a estiagem. O levantamento estima perdas nessas áreas que correspondem a quase dois terços da safra de soja e 40% do milho."A gente estima que 30 % dos dois terços estão na fase mais suscetível a perdas (em floração e formação de grãos)", disse o gerente técnico e econômico da Ocepar, Flávio Turra.

Cerca de 70% das áreas que mais sofrem com a seca estão em desenvolvimento vegetativo, e os impactos da falta de chuva sobre essas lavouras é menor, acrescentou ele. A previsão climática indica que as chuvas voltam de forma generalizada para o oeste do Paraná nos próximos dias. O governo deve atualizar sua previsão em janeiro. 


Fonte : SBA1

domingo, 1 de janeiro de 2012

RESULTADO DAS SAFRAS DE SOJA E MILHO SURPREENDE OS PRODUTORES

A soja e o milho geraram boa renda aos produtores que esperam que os resultados da futura colheita sejam parecidos aos de 2011, ano em que a produção de grãos chegou a quase 160 milhões de toneladas, um número 9% maior em relação à safra anterior.
A soja foi a grande vedete, com 75,3 milhões de toneladas e um crescimento de 9,7% sobre a safra anterior. O agricultor Mauro Nazari, de Maringá, noParaná, conseguiu vender a soja por até R$ 45 cada saca de 60 quilos.
Mas os desafios para quem exporta ou precisa escoar a produção vão além do mercado. Em muitos estados, principalmente do Centro-Oeste e do Nordeste, os produtores ainda têm de enfrentar estradas precárias, quase intransitáveis. O ano começou com a promessa de recuperação das estradas. Mas na BR-158, rodovia federal que atravessa o estado de Mato Grosso de norte a sul, ainda existem atoleiros e buracos.
A grande surpresa de 2011 foi o milho, com a saca do grão sendo comercializada a R$ 24 no Paraná. O produtor Wilson Menin lembra com orgulho da lavoura que colheu no primeiro semestre. “Quando eu fui plantar o preço estava muito baixo. Se fizer um comparativo com a soja, a maioria dos produtores pendeu para o lado da soja. Eu resolvi manter o milho e tive uma surpresa muito grande. Eu plantei a R$ 14 e colhi a R$ 22”, diz.
Em todo país, foram colhidas no primeiro semestre 57,5 milhões de toneladas de milho. Houve um aumento de 2,7% em relação a 2010. Nas indústrias e cooperativas a colheita encheu os armazéns.
A cooperativa de Campo Mourão, no Paraná, recebeu 1,5 milhão de toneladas de milho em 2011. A Coamo foi uma das cooperativas que mais exportaram grão no país. “Houve um crescimento bastante grande em relação ao ano passado. No ano, a perspectiva é de crescer ainda mais no volume de exportação”, diz Aroldo Galassini, presidente da Coamo.
“A safra recorde e preços historicamente altos foram a combinação perfeita em 2011. Para 2012, o consumo vai diminuir. Vamos ter estoques mais apertados e preços mais altos que temos hoje. A China é e continuará sendo um grande importador de produtos agrícolas”, avalia o corretor Antonio Sartori.
Em 2011, o produtor de trigo teve mais um ano de safra menor e preço ruim. A produção nacional caiu cerca de 8% por causa das geadas e da redução de área. A saca foi vendida abaixo do mínimo mais uma vez porque o governo diminuiu o apoio à comercialização.
No algodão, o primeiro semestre registrou aumento de produção e preços em alta. Mas, o ano termina com o mercado perdendo força. O produtor, mais cauteloso, reduziu o plantio para a próxima temporada.
A produção de feijão cresceu 14% ao longo do ano. A maior oferta acabou derrubando os preços e causou desestímulo ao produtor. A primeira colheita de 2012 terá uma redução na área.
A produção de batata do centro-sul aumentou 6% e houve queda nos preços da cultura. Os agricultores tiveram que administrar os custos

Fonte : Globo Rural

SETOR DE CANA TEM PIOR DESEMPENHO EM PRODUTIVIDADE DOS ÚLTIMOS ANOS

O preço da tonelada da cana-de-açúcar subiu nesta safra, mas o setor amargou uma das piores produtividades dos últimos anos. Os produtores não esperavam uma grande safra em 2011, mas o resultado conseguiu frustrar ainda mais as expectativas especialmente no centro-sul do país, principal região produtora da cultura.
“Uma seca muito intensa ano passado prejudicou a cana que está sendo colhida agora. Também tivemos geadas e o florescimento atípico do canavial que diminuiu ainda a produtividade por hectare. O fator estrutural é o envelhecimento da cana. Nós temos um canavial muito velho em função da falta de renovação nos últimos anos, o que afetou diretamente a produção”, explica Sérgio Prado, representante da Unica.
Segundo a CONAB, o Brasil deve colher nesta safra 571 milhões de toneladas de cana. São quase 8% menos em relação à safra passada. Pela primeira vez, o país sofrerá uma retração na produção desde quando começou o negócio do carro flex, em 2003, o que impulsionando o setor.
Para o agricultor Sylvio Ribeiro do Valle, presidente da Assocana, Associação dos Fornecedores de Cana da Média Sorocabana, em São Paulo, o que evitou a quebra dos produtores foi o preço pago pela tonelada do produto, que subiu cerca de 30% nesta safra. “A gente está conseguindo uma média de R$ 67 por tonelada, o que salvou a pátria”, diz.
Em 2011, os produtores retomaram o ritmo de renovação do canavial considerado ideal, algo em torno entre 15 e 20%. Mas os efeitos não são percebidos imediatamente. Uma cana nova leva em torno de 18 meses para ser colhida, o que significa dizer que a falta de renovação que começou em 2008 ainda deve causar algum estrago na próxima safra.
Como parte das iniciativas para tentar aumentar a produção de etanol e segurar o preço do produto na bomba, o Brasil voltou a investir no sorgo sacarino, um tipo que tem um caldo açucarado que também serve para fazer etanol e que pode ser plantado nas áreas de reforma do canavial, no período da entressafra, além de ser colhido e processado pelos mesmos equipamentos usados na cana nos meses em que as usinas estariam paradas. A Embrapa e algumas grandes multinacionais fizeram testes promissores em 2011. Uma dessas empresas, em parceria com grandes usinas, chegou a colher e processar quatro mil hectares do produto e agora vai ampliar a produção.
Pelo menos 20 usinas decidiram apostar na nova cultura nesta safra. A área com sorgo sacarino deve ocupar 20 mil hectares e o plantio já começou. “O sorgo não vai substiutir a cana, mas dará uma complementaridade à cana, reduzindo o processo final de custo de produção do etanol”, diz Pedro Mizutani, vice-presidente de indústria.
No final de dezembro, foi registrada queda na tarifa de importação que os Estados Unidoscobravam do álcool brasileiro. Mas, os produtores prevêem que nos próximos dois ou três anos o Brasil não terá condições de exportar etanol para o mercado norte-americano

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